domingo, 3 de abril de 2011

Como estou hoje

Fisicamente, estou ótima. Não tenho seqüelas físicas. A capacidade motora é igual a antes. Ouço, enxergo e falo igual a antes. O paladar também está igual (continuo adorando doces!). Tenho apenas uma leve, levíssima, diminuição do tato nos dedos indicador, médio e anular da mão direita. Eu diria que é uma coisa que mal pode comprometer a execução de jóias, porque é muito leve. Devo estar com mais de 95% do meu tato anterior, nessa mão.

A capacidade intelectual parece a mesma, pelo que posso perceber no escritório de consultoria onde trabalho. A única coisa que deixa o trabalho um pouco mais cansativo é a necessidade mental um pouco maior para relembrar técnicas, métodos, nomes. Mas mesmo isso está diminuindo muito. Não são raras as vezes em que sou eu que consigo lembrar o nome de um profissional ou de uma empresa, numa conversa sobre o trabalho.

No dia 12 deste mês eu completarei 1 ano de retorno ao trabalho. Comecei devagar, 2 ou 3 dias por semana, por cerca de 4 horas. Comecei fazendo acertos no site e no material de Qualificação Técnica da empresa. Fiz alguns pequenos trabalhos para alguns projetos, mas sem estar alocada em algum específico.

Os trabalhos variados estavam me deixando um pouco perdida, mas encontrei formas de conseguir ter controle. Agora, anoto tudo. Depois de um tempo, descobri que não era sufuciente eu anotar simplesmente o que eu havia feito. Descobri que é necessário anotar o porque e o como fiz. Isso aumentou muito o rendimento e a memória.

Agora vou ao escritório todos os dias, fazendo entre 4 e 7 horas ao dia. Continuo me cansando, mas sei que isso é bom sinal. Trabalho intelectual também gasta energia e, no meu caso, tem a criação de novas sinapses. Esse cansaço me deixa feliz!

Hoje estou alocada em uma equipe e em dois projetos. Isso é fantástico. Consegui isso em menos de 2 anos depois do rompimento do aneurisma!

Eu sei, muita gente vai achar que isso é muito tempo, mas não acontece com quem sabe que eu não sabia o que era uma caneta, quando o neurocirurgião, para me testar, me mostrou uma e perguntou o que era e para que ela servia e eu não soube responder. Isso aconteceu quando eu ainda estava no hospital. Acredite: eu não sabia o que era ou para o que servia uma caneta!

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